Ano Santo Mariano

quinta-feira, 27 de julho de 2017



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Foi com grande alegria que hoje (24/07) recebemos a visita de uma pessoa super especial e simpática: a cantora Eliana Ribeiro. 
Ela estava na cidade em virtude de um show que ela fez ontem, evento organizado pela Comunidade Obra de Maria de Mossoró, e veio então fazer uma visitinha as Irmãs.
Foi um lindo momento onde tivemos a oportunidade de conhecê-la um pouco mais como pessoa, como também ao seu esposo Fábio, e também de ouvi-la cantar as suas lindas canções.
Rezamos ao Senhor para que ela continue sendo essa pessoa tão simples e especial e que o seu ministério alcance sempre muitas almas. 
Ao final desse belo encontro cantamos para ela e sua equipe a benção de Nossa Mãe Santa Clara, pedindo pela sua viagem de retorno e por toda a sua família.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O Papa Francisco emitiu nesta terça-feira, 11 de Julho, uma Carta, Motu Próprio, sobre a oferta da vida. Intitula-se “Maiorem hac dilectionem”. Abre-se assim o caminho para a beatificação daqueles que, levados pela caridade, ofereceram a própria vida pelo próximo, aceitando livre e voluntariamente uma morte certa e prematura com o intento de seguir Jesus: “Ele deu a sua vida por nós, portanto, nós também devemos dar a vida pelos irmãos” – lê-se na no Motu Proprio.

É desde há séculos  que as normas da Igreja Católica prevêem que se possa proceder à beatificação de um Servo de Deus essencialmente por três vias: que tenha passado pelo martírio; que tenha exercido as virtudes heróicas; e pelas chamadas “Casus excepit”. Esta última via é também denominada “beatificação equipolente”. Assim está explicitado no Código de Direito canónico de 1917, que retoma uma antiga tradição anterior a 1534. Foi o que estabeleceu o Papa Urbano VIII, o grande legislador das Causas dos Santos.

Estas três vias ainda hoje abertas e percorríveis, não parecem, todavia, ser suficientes para interpretar todos os casos possíveis de santidade canonizáveis. Com efeito, ultimamente, a Congregação para a Causa dos Santos perguntou-se se “não merecem também ser beatificados aqueles Servos de Deus que, inspirados no exemplo de Cristo, tenham livre e voluntariamente oferecido e imolado a própria vida pelos irmãos num supremo acto de caridade, que tenha sido causa directa da própria morte, pondo assim em prática a palavra do Senhor: “Ninguém tem um amor maior do que este: dar a própria vida pelos próprios amigos”.

Trata-se aqui, portanto, de introduzir,  uma quarta via que pode ser chamada oferta da vida. Embora tendo alguns elementos semelhantes tanto à via do martírio como à da virtudes heróicas, trata-se de uma nova via que pretende valorizar um heróico testemunho cristão, e que até agora não tinha um procedimento específico, precisamente porque não entrava nem na casuística do martírio, nem na das virtudes heróicas.

Contudo, todas as vias da Santidade canonizada têm um denominador comum: a caridade, que é “o vínculo da perfeição”, “plenitude da lei” e “espírito de santidade”. Sendo assim, também a oferta da vida não pode prescindir da perfeição da caridade, que, neste caso, porém, não é o resultado duma prolongada, pronta e alegre repetição dos actos virtuosos, mas sim um único acto heróico que, pela sua radicalidade, irrevocabilidade  e persistência até à morte, exprime plenamente a opção cristã.

A Congregação para as Causas dos Santos começou a debater esta temática no seu Congresso Ordinário em Janeiro de 2014. A questão foi seguidamente submetida ao Papa Francisco que aprovou e encorajou a aprofundá-la. Em Junho do ano passado a Congregação fez um Congresso específico sobre isto com 15 peritos, presidido por D. Enrico dal Cóvolo na sua qualidade de postulador. Seguiu-se uma sessão plenária de cardeais, bispos e membros da Congregação para as Causas dos Santos e as conclusões foram novamente submetidas ao Papa Francisco que pediu a redacção de um texto que é o agora Motu Próprio “Maiorem hac dilectionem”, assinado pelo Pontífice. O Papa pediu que este acto legislativo fosse promulgado mediante publicação no jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano” e que entrasse em vigor no mesmo dia da publicação.

Para a correcta aplicação deste Motu Próprio é preciso referir-se à Instrução “Sanctorum Mater” de 17 de maio de 2007.

Com este Motu Próprio a doutrina da Igreja sobre a santidade canonizável  e o procedimento tradicional da Igreja para a beatificação dos Servos de Deus não são, de modo nenhum alteradas, mas enriquecidas com novos horizontes e oportunidades para a edificação do povo de Deus que nos seus Santos vê o rosto de Cristo, a presença de Deus na história e a exemplar actuação do Evangelho – lê-se no “L’Osservatore Romano”. 

(from Vatican Radio)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O Papa Francisco celebrou seus 25 anos de ordenação episcopal com uma missa concelebrada com os Cardeais na Capela Paulina, no Vaticano (27/06).
De brasileiros, estavam presentes os Cardeais João Braz de Aviz, Cláudio Hummes, Raymundo Damasceno Assis e Sérgio da Rocha.
Em sua homilia, comentando a primeira leitura, o Pontífice falou de três imperativos inseridos no diálogo entre Deus e Abraão: levantar-se, olhar e esperar. Expressões que marcam não só o caminho que Abraão deve percorrer, mas também a sua atitude interior.
Levantar-se significa não ficar parado, realizar a missão em caminho e o símbolo é a tenda. Olhar é fixar o horizonte, cuja mística consiste em estar cada vez mais distante enquanto se avança. Esperar é a força de ir avante, com o ânimo de um “escoteiro”. “A esperança não tem muros”, disse o Papa.
“O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, brincou Francisco, que pediu aos Cardeais não fechem a sua vida e a sua história:
“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes, somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão.”
O Senhor, acrescentou o Papa, pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho.
“Peço ao Senhor que dê a todos nós esta graça, também para quem ainda não é avô, como o presidente do Brasil (referindo-se ao presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha), que é um jovenzinho, mas você chegará lá. A graça de ser avôs, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso.”
Antes da bênção final, o Papa Francisco agradeceu aos Cardeais “por esta oração comum neste aniversário”, pedindo o perdão pelos seus pecados e a perseverança na fé, na esperança e na caridade.


Ordenação em Buenos Aires

O Padre Jorge Mario Bergoglio soube que seria Bispo Auxiliar de Buenos Aires no 13 de maio de 1992, notícia que foi aprovada oficialmente por João Paulo II uma semana depois, no dia 20.  
No dia 27 de junho daquele mesmo ano, 1992, recebeu a ordenação episcopal na Catedral de  Buenos Aires das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, então Arcebispo da capital argentina.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Junho é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, tempo forte de oração e devoção. É um tempo favorável para aprofundarmos nossa espiritualidade e aumentar o nosso amor por Jesus.
Fonte de toda a Consolação
Neste mês de junho, dedicado ao divino Coração, convidamos a procurar penetrar a mensagem de amor contida nesse Sagrado Coração.
“Eis o Coração que tanto amou os homens”
Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até Se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.
Como essa revelação deveria deixar- nos consternados! É verdade que Ele nos ama acima de toda medida e que é impossível a cada um de nós, simples criatura, retribuir com igual intensidade. Entretanto, a questão é saber se nós O amamos tanto quanto nos permite nossa capacidade de amar. Certamente, se nos entregássemos por inteiro a seu amor, ajudados por sua graça, nosso coração palpitaria em uníssono com o d’Ele, nós nos enterneceríamos com Ele, sentiríamos como Ele e – por que não? – sofreríamos por Ele.
Esse deve ser o anelo da alma católica.
Fonte: 
Trecho da meditação sobre o Sagrado Coração de Jesus, Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 26 de maio de 2017


Este ano, como sabemos, estamos celebrando os 100 anos da Aparição de Nossa Senhora em Fátima - Portugal, e uma das grandes missões dadas pela Santa Mãe aos pastorinhos é a REPARAÇÃO ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria. 
A esta missão se empenharam aquelas crianças com grande afinco, seja a Jacinta e o Francisco que muito sofreram com suas enfermidades e tão pequeninos foram para o céu, seja a Ir. Lúcia que viveu mais de noventa anos ainda para divulgar essa missão dada a eles quando crianças por Nossa Senhora.
Para esta reparação, a Virgem Santíssima lhes pediram orações e sacrifícios. E este pedido se estende a todos nós. 
Os 100 anos das Aparições de Fátima vem nos lembrar que também nós devemos nos empenhar em reparar as injúrias e ofensas do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria.
Mas será que nós realmente conhecemos e amamos esses Divinos Corações?
Não?
Então busquemos amá-los e repara-los pois estão muito ofendidos com os nossos pecados.
Indicamos esse vídeo em que o Pe. Duarte Lara nos fala tão belissimamente sobre esses Divinos Corações. Veja e aproveite!


segunda-feira, 22 de maio de 2017

“Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos (primos) dele.”(At.1,13-14)
"Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (At.2, 1-4).
A palavra Pentecostes vem da palavra grega “pentekosté” e significa "quinquagésimo", ou seja, representa o 50° dia depois da Páscoa. Nesse tempo, comemora-se a vinda do Espírito Santo e o Nascimento da Igreja Católica. Antes de ser uma celebração cristã, Pentecostes era uma festa judaica, associada ao tempo de colheita, relacionando-se após, ao dia em que Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés, no Monte Sinai. O Pentecostes cristão acontece em cumprimento à promessa de Jesus, após sua ascensão aos céus, quando enviou o Espírito Santo sobre Maria e os apóstolos, reunidos no cenáculo, conforme S. Lucas narra em At.1,4-8:
"E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo." (At. 1, 4-8)
Nessa ocasião, aconteceu a efusão do Espírito Santo, enchendo os apóstolos dos seus dons e da força que os impulsionou a testemunhar o Cristo ressuscitado no mundo. Esse era a missão dos apóstolos.
Como no episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-11), Maria também tem especial importância em Pentecostes. Cabe lembrar que desde a cruz, antes de morrer, Jesus nos deu sua Mãe como nossa mãe na pessoa de São João, e ele a acolheu como Mãe. Na verdade, todos os discípulos já haviam acolhido Maria como mãe, desde a vida pública de Jesus, pois ninguém, senão Ela havia participado de toda a vida de seu Filho, desde o momento da concepção até a ressurreição. Entendo que esse fato fez com que fosse “preenchido” o vazio deixado pela ausência física de Jesus, após sua ascensão. Muitos poderiam pensar: “Maria era repleta do Espírito Santo, Templo da Santíssima Trindade, então por quê estaria presente no evento de Pentecostes?”. Para essa pergunta, atrevo-me a responder: em Pentecostes nasce a Igreja, e Maria, como esposa do Espírito Santo configura-se como Mãe do Corpo Místico de Cristo, tornando-a indissoluvelmente unida ao mistério de Cristo pela Encarnação e à Igreja.Não existe Igreja sem Maria e Maria sem a Igreja.
Maria também é a Mãe dos apóstolos. Nesse contexto, é fácil perceber que é a presença materna de Maria que auxilia os discípulos a perseverarem na fé e na espera do Espírito Santo Consolador. Por isso, permaneciam unidos em oração, suplicando a DEUS a vinda do Paráclito, do Fogo abrasador. Dessa forma, Maria molda maternalmente os apóstolos em irmãos, preparando-os para acolher o Espírito Santo.
Com a descida do Espírito Santo no cenáculo, os apóstolos animados pela Virgem Santíssima, venceram seus temores e, destemidos, proclamavam o Evangelho. Ali era formada a primeira comunidade cristã, com o nascimento da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.
Como cristãos batizados somos chamados a refletir sobre Pentecostes, pois “somos todos templo do Espírito Santo”, como diz São Paulo ( I Cor 6:19).
Lembremos que Jesus afirma:
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lc 11,13)
Confiemos na materna intercessão de Nossa Senhora e peçamos ao Pai que nos envie o Seu Espírito Santo, nos encha com seus sete dons e nos dê, a cada dia, a coragem de testemunhar o Cristo Vivo e Ressuscitado e de proclamar a sua Palavra.

Rezemos:
“Vinde Espírito Santo, Enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Ó Deus que Instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de suas consolações. Por Cristo Senhor Nosso, Amém.”
Texto: Rita de Sá Freire 
Administradora do Apostolado "Nos Passos de Maria"

Queridos irmãos e irmãs,
É realmente doloroso vermos o quanto o nosso Brasil tem sofrido por tantas injustiças e deslealdades por parte dos nossos representantes políticos. 
Nesses momentos nos perguntamos o que podemos fazer. Sim, podemos fazer muito, cada um de nós, em qualquer estado de vida que vivemos, seja por atos, seja por mudanças em nossa postura como cidadãos brasileiros, seja com uma melhor consciência política, ou através e principalmente por meio da nossa oração.
Não é a toa que o Brasil já teve o nome de Terra de Santa Cruz. Sim, tiraram o nosso nome cristão, mais jamais poderão tirar a Cruz que aqui foi plantada.
Essa terra é a Terra da Vera Cruz, e precisamos nos lembrar disso, não podemos deixar que manchem essa terra com tantas imundícies, com tanta sujeira.
Isso não é o Brasil!
Não podemos nos acostumar com isso.
Por isso convidamos a cada um de vocês a se unirem a nós em oração pelo nosso Brasil.
Ofereçamos um terço, ou mesmo uma Ave-Maria diária, a nossa comunhão, os apenas pequenos sacrifícios. Lutemos, irmãos, lutemos pelo nosso país!
Que a Mãe Aparecida vele por nossa nação.


Pela Ética na Política

Nota da CNBB sobre o Momento Nacional
“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.
Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.
A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”. Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.
Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Com o tema “A Alegria da Consagração Monástica e Contemplativa”, o auditório Padre Noé Sotillo, no Santuário Nacional, receberá entre os dias 23 e 27 de maio, o II Encontro Nacional da Vida Consagrada Monástica e Contemplativa.
Quem promove o evento é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). E nesta segunda oportunidade traz o lema: “Eis como é bom e agradável estarmos unidos e felizes” (Sl 133,1).
De acordo com informações da comissão organizadora, serão trabalhados valores essenciais do monaquismo, tendo como objetivo promover a partilha com os consagrados que vivem o mesmo ideal. É um momento fraterno de encorajamento e integração, mediante o modo como cada um vive a sua identidade, dentro da mística e missão da vida consagrada hoje.            
Dentre as atividades a serem realizadas estão: oração em comum, conferências, celebrações eucarísticas, partilhas, testemunhos e diálogo com os conferencistas. Entre os convidados está o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz.
Segundo a presidente da CRB, Irmã Maria Inês, além de reunir todos os carismas, o encontro também pretende mostrar a vida intensa que existe nos mosteiros.
Programação
Dia 23 - terça-feira
14h - Início da chegada ao Hotel Rainha do Brasil
17h - Translado ao Santuário Nacional
18h - Celebração Eucarística de abertura com Dom João Braz de Aviz.
19h15 - Abertura: Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre e Ir. Maria Inês Ribeiro, MAD, Presidente da CRB Nacional.
Dia 24 - quarta-feira
Proximidade – A Mística do Encontro com Deus e com o Irmão
7h - Café
7h30min - Translado para o Santuário Nacional
8h – Laudes
8h45 - Contemplativos: Enamorados de Deus
Conferencista: Dom Bernardo Bonowitz, OCSO. Abade do Mosteiro de Nossa Senhora do Novo Mundo, Campo do Tenente (PR).
10h15 – Intervalo
10h45 - Fecundidade Apostólica da Vida Monástica e Contemplativa na ação evangelizadora da Igreja
Conferencista: Dom Jaime Spengler, OFM. Arcebispo de Porto Alegre (RS).
11h30 - Reflexão Pessoal
12h - Almoço
14h - Translado
14h30 - Plenário: Diálogo com os conferencistas da manhã
15h30 – Intervalo
16h - Testemunhos: Ir. Maria Elisabete da Glória, OCD (Carmelo da Imaculada Conceição, Sete Lagoas (MG); Ir. Rosilda da Sagrada Face, OP (Mosteiro de São Paulo da Cruz, São Carlos (SP); Ir. Elisabeth da Trindade, O.Cist, Mosteiro de Nossa Senhora Aparecida, Campo Grande (MS).
17h - Intervalo
18h Celebração Eucarística integrada com Vésperas, com Cardeal Dom Sérgio da Rocha.
19h30 – Jantar
20h30 - Oração de Vigília presidida por Dom Jaime Spengler, OFM
21h30 - Chá da noite.
Dia 25 – quinta-feira
Profecia – Anúncio da Alegria da Vida Consagrada
7h - Café
7h30 – Translado
8h - Laudes
8h45 - Vinde e vede: como é bom e agradável viverem unidos os irmãos
Conferencista: Ir. Annette Havenne, ISM. Assessora da CRB.
10h15 - Intervalo
10h45 - Entre vocês não pode ser assim: O Exercício da autoridade na Vida Religiosa Contemplativa como sinal profético para o mundo.
Conferencista: Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo de Guarulhos (SP).
11h30 - Reflexão Pessoal
12h - Almoço
14h - Translado
14h30 - Plenário: Diálogo com os conferencistas da manhã
15h30 - Intervalo
16h - Partilha de experiência de vida: Dom Abade Filipe da Silva, OSB (Mosteiro de São Bento (RJ) Me Lindinalva de Maria, OIC, Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, Salvador (BA).
17h - Intervalo
18h - Celebração Eucarística integrada com Vésperas. Celebrante: Dom Edmilson Amador Caetano, O. Cist.
19h30 - Jantar
20h30 - Noite Cultural . Organização: Ir. Faustina de Araújo Ventura, OSB.
21h30 - Chá da noite
Dia 26 - sexta-feira
Esperança – Luzes e Perspectivas
7h - Café
7h30 - Translado
8h - Laudes
8h45 - Expectativas e Frutos do Ano da Vida Consagrada
Conferencista: Cardeal Dom João Braz de Aviz. Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
10h15 - Intervalo
10h45 - A esperança: luzes e perspectivas para a vida monástica e contemplativa. Painel com a participação de Dom Bento Maria Prezoto, OSB Oliv, Mosteiro N. Sra da Esperança (SP); Me. Agnes Maria da Sagrada Família, OSC, Mosteiro da Santíssima Trindade – Colatina (ES); Padre Guilherme Silva Souza, O. Cist., Mosteiro N. Sra do Divino Espírito Santo, Claraval (MG).
11h30 - Reflexão Pessoal
12h - Almoço
14h - Translado
14h30 - Plenário: Diálogo com os conferencistas da manhã
15h30 - Intervalo
16h - Partilha e testemunhos: Me. Maria Regina Silva, OSB, Mosteiro de Maria Mãe do Cristo, Caxambu (MG); Ir. Faustina de Araújo Ventura, OSB, Mosteiro da Virgem – Petrópolis (RJ); Ir. Maria de Fátima Guimarães, OSB, Mosteiro de São João - Campos do Jordão (SP); Ir. Maria Luíza do Sagrado Coração de Jesus, OssR, Mosteiro da Imaculada Conceição – Itu (SP).
Avaliação e perspectivas de continuidade
17h - Intervalo
18h - Celebração Eucarística integrada com Vésperas. Celebrante: Dom Giovanni d’Aniello, Núncio Apostólico
19h30 - Jantar
20h30 - Momento de Oração na Capela do Hotel. Organização: Dom Abade Paulo Celso Demartini, O.Cist.
21h30 - Chá da noite
Dia 27 – sábado
Esclarecimentos Jurídicos e Canônicos
7h - Café da Manhã
7h30 - Translado
8h - Laudes
8h45 - Esclarecimentos Jurídicos e Canônicos
Orientação: Dom Anselmo Chagas de Paiva, OSB. Doutor em Direito Canônico. Mosteiro São Bento (RJ)
11h - Palavras conclusivas
12h - Celebração Eucarística na Basílica Nacional de Aparecida – Cardeal Dom João Braz de Aviz
13h Almoço - encerramento
Rezaremos para que esse Encontro seja bastante frutuoso para todos os religiosos contemplativos e também para suas comunidades.

sábado, 15 de abril de 2017

Queridos Irmãos e Irmãs,
Feliz Páscoa do Senhor!!!


"Ó Noite de alegria verdadeira, que une de novo ao céu a terra inteira, pondo na treva humana a luz de Deus”. 
Que linda noite essa em que com alegria proclamamos a vitória da vida sobre a morte e antecipamos os Aleluias da Páscoa!
Que linda noite em que os Círios Pascais confeccionados ao longo de toda a Quaresma agora recebem o fogo novo e mostram ao povo de Deus a Luz de Cristo!
Que linda noite em que os Catecúmenos são lavados nas águas batismais que jorraram do lado aberto de Cristo na Cruz!
Que linda noite em que se dá vazão a todo grito de júbilo contido por quarenta dias em nossas almas!
Que linda noite em que com a Igreja proclamamos a Reino do Cristo Vivo e Ressuscitado!
Que linda noite em que com Virgem Maria vemos nascer a aurora da Ressurreição!

Desejamos a todos uma linda noite e uma Santa Vigília Pascal!


segunda-feira, 10 de abril de 2017

“Eu vi, eu vi a aflição de meu povo (…), e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos.” (Êxodo 3,7)

O Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; o bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, o bispo de Caicó, Dom Antônio Carlos Cruz, se encontraram com deputadores federais e senadores do Rio Grande do Norte, em Brasília, no final da manhã desta quarta-feira, 5.
Na ocasião, foi entregue à bancada potiguar uma nota, em nome dos bispos, contando, também com a assinatura dos padres das três dioceses potiguares. A mesma nota, que incentiva os cristãos a se mobilizarem contra à proposta da Reforma da Previdência, foi lida nas missas do Domingo de Ramos, dia 9 de abril, em todas as paróquias do Estado.
Veja  a nota na íntegra aqui.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Queridos irmãos e irmãs, com alegria recebemos nestes dias a confirmação da Santa Sé para a postulação da nossa Madre Maria Auxiliadora do Pai Eterno e com a graça de Deus, hoje (27 de março) demos continuidade a nossa eleição.
O resultado do nosso Capítulo Eletivo para o próximo triênio (2017-2020) foi:



ABADESSA: 
Irmã Maria Auxiliadora do Pai Eterno, osc



VIGÁRIA: 
Irmã Ana Maria do Espírito Santo, osc


DISCRETA: 
Irmã Maria Clara de Jesus, osc




Contamos com as suas preciosas orações para nossas queridas Irmãs no santo serviço que o Senhor as confia, iluminadas e fortalecidas pelo Espírito Santo que conduz e guia em tão nobre missão.


domingo, 26 de março de 2017

"Que sorte a nossa tão cara, ser filha de Santa Clara."

Neste dia da Anunciação do Senhor tivemos a grata alegria de recebermos em nosso Mosteiro a jovem postulante Irailma.
Seu sorriso largo, seu olhar de esperança e seu coração tão desejoso de se entregar inteiramente ao Cristo Pobre, como a Mãe Santa Clara, nos encheu de emoção e nos renovou a alegria de sermos filhas de tão grande Mãe.
Agradecemos a Deus pelo dom de sua vocação, e pedimos que o Senhor cada dia mais o renove em seu coração.

Confira na nossa galeria de fotos como foi belo esse momento para todos nós. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Entre outros benefícios que temos recebido e ainda recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia (cf. 2Cor 1,3) e pelos quais mais temos que agradecer ao glorioso Pai de Cristo, está a nossa vocação que, quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida." (Test. Santa Clara)
 É com grande alegria que neste sábado, dia 25 de março, na Solenidade da Apresentação do Senhor, receberemos para ingressar em nossa Ordem a nossa querida vocacionada Irailma de Araújo Silva, natural de São Bento na Paraíba.
Depois de um ano de acompanhamento, eis que o Senhor, e nós, suas irmãs, a esperamos de braços abertos para recebê-la nesse santo convívio.
A Santa Missa será as 09h00min no Santuário de Santa Clara e logo após se dará a cerimonia da entrada na porta de nossa Clausura. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Queridos irmãos e irmãs, é com alegria que aguardamos a chegada do "Fogo Novo" na Santa Páscoa do Senhor, e para que essa festa seja ainda mais bonita, nos empenhamos em confeccionar o nosso Círio Pascal 2017.

Confira na foto a cima os modelos desse ano e não deixe de encomendar o seu.

Vamos celebrar dignamente a Vigília Pascal, cantando à luz do fogo novo os aleluias da ressurreição.

Tamanhos e Valores:
Grande Grosso (92 cm - 10 diâm)  - R$ 180,00
Pequeno Grosso (50 cm - 10 diâm) - R$ 110,00
Médio (72 cm - 7 diâm) - R$ 140,00
Pequeno Fino (50 cm - 7 diâm) - R$ 95,00
Mini - Círio (35 cm - 7 diâm) - R$ 65,00


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domingo, 5 de março de 2017

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.
1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.
A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.
2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).
O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.
Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).
O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).
3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.
Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.
Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).
Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.
Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
Vaticano, 18 de outubro de 2016.
Festa do Evangelista São Lucas
FRANCISCO

sábado, 21 de janeiro de 2017

Houve tempos em que o ideal de alguém se identificava com o trabalho de santificação pessoal. Respondendo a Cristo e sob a orientação de Francisco, a "Plantinha" soube situar a sua doação e missão em termos eclesiais. Estava bem persuadida, assim como suas Irmãs, de que Deus as chamara para serem espelho e exemplo para os outros, para serem evangelicamente missionárias, para serem colaboradoras do próprio Deus junto dos homens, suporte dos membros mais fracos do corpo místico de Cristo, como se lê na terceira carta por ela escrita a Inês de Praga. Por isso se sentiam impelidas a peregrinar na Igreja de Deus.
Clara sente-se chamada, a partir do mais íntimo do seu ser, a edificar a Igreja, a dar a vida, a derramá-la toda inteira, não para sua realização pessoal, mas porque recebeu um apelo: olhar, ver, ser luz, testemunhar na Igreja de Deus, para glória do Altíssimo e para bem dos homens. A sua missão é, de certo modo, confirmar os outros na verdade, no amor, na beleza que viu e que tocou. Daí que, para a discípula do Pobrezinho de Assis, o importante, o sumamente importante, fosse a sua transformação em ícone da divindade, o abraçar e tocar o Verbo da vida, como se lê nas suas cartas a Inês de Praga. 
No percurso espiritual de Clara divisamos Belém, Nazaré e o Calvário, quais livros abertos à contemplação da apaixonada pelo Senhor Jesus Cristo que, de ouvinte atenta da Palavra evangélica se torna espelho dessa mesma Palavra. Como muito bem diz o nosso Frei Giacomo Bini, em Clara de Assis, um hino de louvor, a fiel discípula de Francisco e suas Irmãs, a partir do claustro da sua interioridade, seguindo o exemplo de Maria, tornam-se acolhimento, morada e ícone do Deus de amor, testemunho que se projetava no exterior.
De São Damião, cada Irmã descobre todo o mundo e, fazendo suas as alegrias, aspirações, preocupações e necessidades dos homens, por suas próprias mãos as apresenta ao "Pai das misericórdias", na expressão da Plantazinha de Francisco.  Abrasada no ardor missionário, desejosa de abraçar o mundo inteiro e se dar ao Senhor pelo martírio, Clara teria ido para Marrocos se o seu pai espiritual disso a não impedisse. Durante a sua doença, que durou uns trinta anos, a virgem Clara, à semelhança do crucificado do Alverne, está crucificada com Jesus Cristo e, em atitude redentora, permanece todos os dias em amorosa doação. Abrasada em amor, totalmente voltada para os outros, está em continua comunhão com seus irmãos em Cristo. Em todos pensa, por todos ora e sofre. Para todos tem uma palavra evangélica, de ternura, de compreensão e estímulo. Mesmo no seu leito de dor, mantém com as autoridades eclesiásticas, com os seus Irmãos no carisma, com pessoas amigas, importantes ou de condição simples, as melhores relações. Ela é, diante de todas as necessidades, um suporte e apoio espiritual. Na clausura, no seu leito de doença, a Irmã Clara avança, à semelhança do Serafim de Assis, no caminho da Cruz, identificando-se com o Esposo. Conforme a expressão de Frei Giacomo Bini, Francisco e Clara são semente lançada à terra que morrem para frutificar. Esta morte, amorosa e quotidiana, fazia parte da missão destes arautos de Cristo que, fiéis ao Evangelho se entregam e vivem com audácia o desafio da pobreza absoluta, da loucura da Cruz, do despojamento total, do amor incondicional ao Criador e às criaturas. Sim, o mistério da Cruz era, e continua a ser, o cerne da espiritualidade franciscano-clariana. Seguir "Cristo, o Pobre crucificado", identificar-se com Ele, n‘Ele se transformar, eis a razão de viver dos humildes seguidores do Evangelho, no século XIII.
Se com Ele morrermos na cruz da tribulação, com Ele habitaremos na gloria dos santos, escreve Clara a Inês de Praga. O sofrimento vivido em profunda união com Cristo, seu Esposo, identifica-a com o mesmo Cristo. 
O P. Larañaga diz que Clara, na sua clausura contemplativa, levou à plenitude o sonho mais profundo de Francisco de Assis: a ânsia de contemplar o Rosto do Senhor e de se dedicar exclusivamente a cultivar o desejo de Deus.
Ali, mãe e filhas, revestidas da dama pobreza, como transparência do Evangelho de Cristo, denunciam o pecado do seu tempo e de todos os tempos: o orgulho, a falta de amor, o egoísmo, a cobiça, o poder. É que a sua pobreza é o Cristo pobre. São Damião é comunidade profética que, ao mesmo tempo que interroga e responde, é facho de luz que compromete. Mas, para tanto, é preciso subir a montanha da dor, é preciso morrer, para tocar, para possuir o Absoluto, para ser transparência do mesmo Senhor.

A sociedade do Século XIII precisou de Francisco e de Clara para recuperar o sentido de Deus, o sentido de fraternidade. A Igreja do século XIII precisou de Francisco e de Clara para reencontrar a sua identidade evangélica.
São Damião, um espelho de Eternidade! Testemunha de que Deus está, de que a sua luz ilumina, de que o seu amor marca e transforma, de
que Deus é todo o bem, o único bem. A herança das Irmãs Pobres, como dos Irmãos Menores, era só Deus. Quem viu e tocou o Senhor, de nada mais precisa. Ele basta!
Clara era a transparência de Jesus. No Testamento, Clara exorta vivamente as suas Irmãs a que se esforcem por seguir sempre o caminho da santa simplicidade, humildade e pobreza, e que levem uma vida santa. Desta santidade de vida brotaria a luz, o esplendor, a beleza espiritual, a claridade, o odor da boa fama ao perto e ao longe. Seriam, então, cidade edificada no alto da montanha anunciada pelo Cristo bizantino de São Damião. 

Autoria:  Ir. Maria Otília Fontoura osc
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