Ano Santo Mariano

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Agradecemos as orações pelos dias em que estivemos de retiro.

Foram dias agraciados da presença e luz do Espírito Santo, aprofundando a nossa vocação e espiritualidade franciscana.



Nossa gratidão ainda ao Frei Beto pela sua presença de irmão entre nós e de modo simples e profundo nos conduziu ao coração de nossos Seráficos Pais Francisco e Clara ao contemplarmos a vida de Jesus, o Filho bendito da Mãe e Rainha nossa.

Nosso abraço fraterno desejando-lhes toda Paz e todo Bem!

domingo, 28 de outubro de 2012


segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Queridos irmãos e irmãs,

Paz e Bem!

Comunicamos e pedimos as vossas orações que no período de 22 a 27 de outubro
estamos vivenciando dias de recolhimento e de oração mais intensas,
o nosso Retiro Anual.

As reflexões estão sob a responsabilidade do caríssimo Frei Carlos Alberto Breis Pereira, OFM (Frei Beto) da Província de Santo Antônio (OFM - NE).


O horário da Santa Missa durante estes dias de Retiro será às 7hs.

Durante esta semana NÃO HÁ ATENDIMENTO.

Agradecemos vossa compreensão e renovamos nossas preces em vossas intenções!

Fraternalmente no Senhor,

Irmãs Clarissas.


sábado, 13 de outubro de 2012

Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Paz e Bem!

No dia 21 de setembro, dia festivo do apostolo Mateus, tivemos a Santa Missa em ação de graças pela  inauguração de nossa Capela interna e Coro Monástico. A celebração foi presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Mariano e concelebrada pelo Padre Sátiro e Padre Charles.

Dom Mariano durante a celebração, salientou a importância daquele espaço como o "pulmão" do Mosteiro, local onde "as Irmãs se reúnem para rezar e interceder por toda a Igreja, pela Diocese, enfim por todas as intenções a elas recomendadas".

Participaram conosco deste momento feliz alguns amigos e benfeitores.

A todos os que se fizeram presentes e aos que de um modo ou de outro colaboraram nesta reforma e restauração, o nosso muitíssimo OBRIGADA, na certeza de que Aquele nos guarda, como prometeu a nossa Mãe e Fundadora Santa Clara, há de fazer chegar em seus corações e em suas famílias as Suas bênçãos e graças copiosas.

O espaço foi reformado possibilitando aos fiéis de participar conosco dos momentos orantes e de adoração ao Santíssimo Sacramento e ainda uma melhor acomodação para participar da Santa Missa.

Segue algumas fotos da Santa Missa de inauguração e da Capela e Coro:





















Em louvor de Cristo!
Amém.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012



Ó Maria imaculada, Senhora da Conceição Aparecida, aqui tendes prostrado, diante da vossa milagrosa imagem, o Brasil que vem, de novo, consagrar-se à vossa maternal proteção.

Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa.

Vossa a sua natureza sem par, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossa a sociedade, vossos os lares e seus habitantes, com os seus corações e tudo o que eles têm e possuem; vosso, enfim, é todo o Brasil. Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!

Por vossa intercessão, temos recebido todos os bens das mãos de Deus, e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão.

Abençoai, pois, o Brasil que vos ama, abençoai o Brasil que vos agradece, abençoai o Brasil que é vosso.

Abençoai, ó rainha de amor e misericórdia, abençoai, defendei, salvai o vosso Brasil.

Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o santo padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, socorrei as nossas famílias, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa gente no caminho do céu e da felicidade.

Ó Senhora da Conceição Aparecida, lembrai-vos de que somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis. mas lembrai-vos também de que somos e queremos ser vossos filhos.

Mostrai, pois, ante o céu e aterra, que sois a padroeira poderosa do Brasil e a mãe querida de todo o povo Brasileiro.

Sim, ó Rainha do Brasil, ó Mãe de todos os brasileiros, venha sempre mais a nós o vosso reino de amor e, por vossa mediação, venha à nossa pátria o reino de Jesus cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Amém.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


“PORTA FIDEI”

Carta apostólica com a qual se proclama o Ano da Fé

1. A PORTA DA FÉ (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Homilia do Santo Padre na Santa Missa
de abertura do Sínodo dos bispos
e proclamação como "doutores da igreja"
de São João de Ávila e de Santa Hildegard de Bingen

Praça de São Pedro
Domingo, 7 de Outubro de 2012

Veneráveis Irmãos,
Queridos irmãos e irmãs,

Com esta solene concelebração inauguramos a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Esta temática responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições. Tal perspectiva se reforça pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, no 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Dirijo a minha cordial saudação de boas-vindas, cheia de gratidão, a vós que viestes formar parte nesta Assembléia sinodal, em especial, ao Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos e aos seus colaboradores. Estendo a minha saudação aos delegados fraternos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, e a todos os presentes, convidando-os a acompanhar com a sua oração diária, os trabalhos que realizaremos nas próximas três semanas.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012



Elementos básicos para compreender a natureza, o significado e a finalidade da Assembléia geral ordinária dos bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã

O que é um Sínodo? Por que foi convocado? Quem participa? O que é discutido? Qual é a importância dos documentos produzidos pelo Sínodo?

Como indicado pelo site oficial da Santa Sé, o Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente decidida pelo Papa Paulo VI em 15 de setembro de 1965, em resposta ao desejo dos Padres do Concílio Vaticano II de manter vivo o espírito de colegialidade episcopal formada pela experiência conciliar.

A assembléia dos Bispos se refere à antiga tradição sinodal da Igreja, mas é uma novidade do Concílio Vaticano II.

Sínodo é uma palavra grega "syn-hodos", que significa "reunião", "assembléia". O Sínodo é, de fato, um lugar de encontro para os bispos, ao redor do Papa que o convoca como um instrumento para "consulta e colaboração".

É, portanto, um lugar para a troca de informações e experiências, para a busca comum de soluções pastorais válidas universalmente.

Para resumir, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma assembléia do episcopado católico, que tem a tarefa de ajudar seguindo os conselhos do Papa, no governo da Igreja universal.

Diante da possibilidade levantada por alguns prelados, de estruturas sinodais que poderiam ter um poder legislativo e executivo, o Papa Paulo VI, em seu discurso à Cúria Romana (21 de Setembro de 1963), na abertura da segunda sessão do Concílio (29 de setembro 1963) e no seu encerramento (04 de dezembro de 1963) retornou ao conceito de colaboração do episcopado com o Sucessor de Pedro na responsabilidade de governar a Igreja universal.

Em 15 de setembro de 1965, no início da Assembléia Geral da 128° Congregação geral do Concílio Vaticano II, mons. Pericle Felici, Secretário-Geral do Concílio, anunciou a promulgação do Motu Proprio Apostolica sollicitudo , com o qual o Sínodo foi oficialmente instituído.

Um novo regulamento do Sínodo foi aprovado em 2006 pelo Papa Bento XVI.

Inúmeras vezes foi enfatizado pelas autoridades competentes que o Sínodo foi concebido e continua a ser, um importante órgão consultivo, com a tarefa de discutir o assunto em questão e formular "propostas" que são levadas à atenção do Papa.

O Papa juntamente com os seus colaboradores e os diversos Dicastérios da Cúria, obtém idéias, avalia, aprofunda o conteúdo das propostas, e em seguida, escreve e publica uma "Exortação Apostólica pós-sinodal", ou seja, um documento que recolhe, reelabora, apresenta quais propostas foram acolhidas e em que direção deve continuar.

Sobre a escolha dos participantes do Sínodo, se procede por representatividade. Participam do Sínodo bispos eleitos e pessoas indicadas pelas diversas Conferências Episcopais, ou seja, pelos prelados de uma nação ou continente.

O Papa, por sua vez, nomeia cardeais, bispos, religiosos, reitores, líderes de movimentos e associações que participarão do Sínodo como padres sinodais e especialistas.

Para este Sínodo, o Papa Bento XVI nomeou 13 cardeais, 23 bispos e arcebispos, 44 especialistas e 49 auditores.

A transparência e a leitura do que será discutido são garantidas. Uma ou duas vezes por dia será publicado na versão impressa e on-line o "Boletim do Sínodo dos Bispos" (Synodus Episcoporum Bollettino), onde será possível ler os resumos de todos os discursos.

A primeira fase de preparação para o Sínodo, como de costume, analisa a elaboração do Lineamenta, um texto base cuja intenção é refletir sobre o tema proposto.

Com o Lineamenta e o relativo questionário são reunidas as respostas da Igreja, das Conferências Episcopais, dos Dicastérios da Cúria Romana e da União dos Superiores Gerais, e os comentários de bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, teólogos e fiéis leigos.

Os diversos pareceres são recolhidos e resumidos em um Instrumentum Laboris. Depois de ser submetido à aprovação do Santo Padre, o documento é traduzido nas principais línguas e enviado a todos os bispos.

Apesar de ser público o Instrumentum laboris não é uma versão do que será a conclusão, mas sim um documento indicativo que será objeto de discussão durante o Sínodo.
Antonio Gaspari.

FONTE: ZENIT.org

quinta-feira, 4 de outubro de 2012



1. Um jovem que ainda não tinha despertado para o verdadeiro sentido da vida. Nascido num berço burguês por parte do pai Pietro Bernardone, teve a graça de esmerada educação por parte da mãe, D. Hortolana, de origem francesa. Em sua juventude, tornou-se líder de um grupo de amigos que gostava de aproveitar as festas e toda diversão que lhes oferecia a sociedade de Assis.

2. Deparou-se com uma rebelião dentro dele. Refletia e como sentia grande angústia por não ter claras as respostas, começou a buscar a Deus com toda sinceridade e humildade de coração. Pensando em ser Cavaleiro na Guerra entre Perusa e Assis, ficou um ano preso, voltou derrotado e doente. Tentou novamente ir para a Guerra de Apúlia, mas começou a acontecer-lhe coisas diferentes, e, por outro lado, já não aceitava as atitudes de seu pai. Entre as derrotas e as novidades que vinha descobrindo, Francisco sentia um turbilhão de coisas que era preciso entender bem. Quando começou a dar-se conta da vida que levava, da esperteza de seu pai com os clientes, dos miseráveis que não tinham o que comer, que eram escravos no trabalho e não tinham quem os defendesse e tantas outras coisas.

3. Foi redescobrindo todos os seus verdadeiros valores: detestava a covardia, a injustiça e seu caráter forte mostrou-lhe a insensatez de sua vida vazia, bem como de seu pai e da sociedade em que vivia até então.Ao ouvir a mensagem do crucifixo de São Damião, entendeu que devia empreender grande luta para vencer tudo o que lhe estava acontecendo e caminhar para onde queria chegar, de fato, em sua vida.

4. Neste período sofreu muito, mas foi o tempo em que mais cresceu como verdadeiro cristão, como servo de Deus, pois buscava por em prática aquilo que o Evangelho lhe ensinava, bem como aquilo que o Espírito Santo o iluminava em suas orações. Começou a frequentar cavernas para conversar com Deus, de onde saía muitas vezes lívido pelo cansaço de enfrentar-se a si mesmo e a Deus. A partir desses encontros foi descobrindo o verdadeiro amor. Crescia seu conflito com o pai e resolveu desligar-se completamente dele para seguir ao seu único Pai, o Senhor do céu e da Terra. E vendo o mundo com outros olhos, percebendo o imenso amor de Deus para com ele e com toda a humanidade começou a gritar para si mesmo e para todos ‘O Amor não é amado’ e apoderando-se do seu coração uma imensa compaixão, começou a cuidar dos leprosos em Gúbio, perto de Assis.

5. A intimidade com o Santíssimo Sacramento e com a Eucaristia era para ele o ápice, o maior tesouro encontrado. Admiro muito em São Francisco o grande respeito e cuidado por todas as coisas de Deus. Ele aprendeu do Altíssimo a suavidade, a delicadeza, a misericórdia, a prontidão no exercício da caridade e tantas outras virtudes com a prática da contemplação de Jesus Cristo pobre e crucificado. Refugiava-se nas Igrejas mais vazias para estar sozinho com o Senhor e assim adorá-Lo com toda liberdade e com todo o seu ser. Experimentava ficar só com o ‘Meu Deus e meu tudo’, como ele dizia dia e noite.

6. Vejo o processo inicial de evangelização de Francisco quando passou a sofrer junto com os espoliados de seu tempo todas as injustiças e procurava ardentemente conquistar os pecadores para o Reino de Deus. Prosseguindo sua conversão radical, vestiu-se de eremita e começou a reparação da Capela de São Damião, pensando que a mensagem que ouvira do crucifixo referia-se à Igreja de pedra. E assim prosseguiu com a Igreja de São Pedro e Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula. Tudo isto foi transformando radicalmente seu modo de viver, de ver as coisas, as pessoas e seus amigos que antes o acompanhavam nas festas e alguns chegaram a chamá-lo de louco com o povo de Assis, mas, passado algum tempo, foram se reaproximando e, depois que lhes explicava sua descoberta do Amor que não era amado neste mundo, muitos se converteram.

7. Pareceu-me que queria ser mais rigoroso que o próprio Cristo, porque sentia-se muito pecador. Tanto que, ao final de sua vida, com tantas penitências pediu perdão ao irmão corpo. Por volta do ano 1208, descobriu com mais clareza sua missão apostólica e trocou suas vestes pelas de um pregador ambulante, descalço, naquele tempo. Começaram as missões evangelizadoras um pouco mais programadas com seus companheiros. Era rigorosíssimo consigo mesmo, mas terno e acolhedor com os outros.

8. Era realmente apaixonado por Deus e doou-se completamente ao seu amor, com todas as suas forças. Por ser um homem determinado, compreendeu que em sua vida devia realizar uma missão que ajudaria muitas pessoas a compreender que, verdadeiramente, todos nascemos para conhecer, amar e servir ao único Deus verdadeiro. Por isso, não perdia nenhuma oportunidade de empreender missões, pregações e orientar ao povo que dele se aproximava para o seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo pobre e crucificado.

9. Ele não media esforços e superava tudo para conseguir aquilo que acreditava ser a vontade de Deus. Neste projeto de vida, resolveu com seus onze companheiros ir ao encontro do Papa Inocêncio III para obter aprovação de uma breve regra que tinha escrito, mas perdeu-a e obteve apenas aprovação oral. Isto aconteceu em clima de extrema pobreza e com muito sacrifício.

10. Vivia sua missão até sem dar-se conta claramente de todos os seus objetivos. Deixava-se conduzir pelo Espírito Santo. Só tinha uma clareza: em cada dia queria servir ao seu único Senhor fielmente, com grande humildade.Ensinava aos irmãos que sempre pedissem em suas orações ‘o Santo Espírito do Senhor e seu santo modo de agir’. Sua referência principal era sempre o Evangelho e procurava segui-lo fielmente.

11. Era realmente um homem privilegiado por Deus, por Ele guiado e, por isso, recebia e distribuía tantas graças.Como muitos outros candidatos, aproximavam-se querendo aderir ao seu modo de vida, mostrava-lhes em que consistia isto e os recebia com grande caridade. Quando passaram a viver na Porciúncula, local que lhe foi doado pelos beneditinos, ele viu aí o lugar central de sua missão. Era grande devoto da Virgem Santíssima a quem confiava tudo o que fazia e os que o acompanhavam.

12. Vejo em São Francisco de Assis um dos santos que alcançou o mais alto grau de liberdade interior que uma criatura possa alcançar.  E isto ele conseguiu com muita oração, meditação e contemplação. Francisco gostava das alturas para suas mais profundas meditações. De fato, não se contentava com lugares barulhentos, ou onde pudessem incomodá-lo.  Refugiava-se para estar a sós com Deus.

13. Vejo-o como alguém muito humano, que tinha verdadeira consciência de suas fraquezas, de sua pequenez, mas se ancorava corajosamente na Majestade do Altíssimo, por isto fazia tudo ‘em nome do Senhor’. Tinha, portanto, uma sabedoria divina que o fez compreender o modo de agradar a Deus e glorificá-Lo, transmitindo aos outros tudo o que tinha experimentado. Com seu caráter sempre transparente, não se envergonhava de falar de todas as suas misérias, pois nisto via que Deus era glorificado.

14. Em suas relações com o feminino, Francisco conhecia bem o pensar daquele tempo, mas não teve problemas, porque era prudente em seu comportamento diante da sociedade. Sabia protegê-las e cuidar de suas amizades preservando a dignidade das mulheres. Clara de Assis foi sua importante seguidora contemporânea. E sua amiga ‘Frei Jacoba’, assim chamada para entrar no lugar onde estavam os irmãos, esteve presente também no momento de sua morte.

15. O Senhor mostrou-lhe que tinha percorrido o caminho certo. Francisco de Assis gastou-se ao máximo pelo Reino de Deus. Sofria com os desencantos que lhe causavam algumas pessoas que entraram na Ordem, mas não entenderam bem a vocação de seguir a Cristo pobre e crucificado, mas ao mesmo tempo o Senhor o consolava.

16. Considero isto uma grande maravilha. Francisco de Assis é uma obra extraordinária de Deus. Quando estava quase morrendo e terminou o canto das criaturas já com tantas debilidades físicas, penso que deixou ao mundo a herança de sua imensa gratidão ao Criador de todas as coisas. Todos os louvores que dedicou ao Senhor foram de grande reconhecimento, de júbilo, de um coração exultante de alegria por ser filho de um tal Senhor!

17. O que vejo em Francisco de Assis como modelo fundamental é que ele nos ensinou que devemos conduzir nossas vidas de modo a chegar ao encontro com o Altíssimo, somente por sua infinita misericórdia, reconciliados com tudo e com todos.  Francisco conseguiu a plenitude da paz para si e foi instrumento de reconciliação em muitas ocasiões, morreu abençoando a todos. Teve uma morte santa, completamente despojado de tudo.

Somente uma criatura muito privilegiada podia ter uma visão assim tão ampla da integridade da Criação no século XIII.O fato de chamar de irmãs e irmãos a todas as criaturas me faz pensar como ele conseguiu harmonizar consigo mesmo tudo o que existia, pois atribuía ao Senhor todos os bens.

Jamais ele teria pensado que, muitos séculos depois de sua morte, viria a ser o santo preferido também de muitos intelectuais, artistas e tantas pessoas de elevado nível cultural e não somente dos pobres e pequeninos, pois via em todos a imagem e semelhança de Deus. Tampouco que iria extrapolar o âmbito da Igreja Católica, Apostólica, Romana, sendo referência para muitas outras religiões e culturas.

Penso que o fato de ter enfrentado e vencido a si mesmo, de ter alcançado a sabedoria de Deus, de ter compreendido que era seu dever transmiti-la a todos que cruzassem seu caminho, fez com que tanta gente descobrisse o verdadeiro significado de ser filho de Deus e a grande dignidade que isto representa.

Neste século XXI eu o vejo como um modelo de pessoa humana íntegra, que amava a todos, a sua cidade, procurou se relacionar com o mundo de sua época, era aberto a todas as realidades e buscava fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para mostrar a todos o ‘Caminho, a Verdade e a Vida’.  Louvava ao Senhor com gratidão por todos os seus imensos benefícios e, por tudo isso, creio que é o santo de todos os tempos.

Maria Aparecida Crepaldi, OFS

FONTE: do Site da Prov. da Imaculada (SP).
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